domingo, 13 de agosto de 2017

Tribunal Popular condena Lava Jato

Tribunal Popular condena Lava Jato em Curitiba — Rede Brasil Atual



Tribunal Popular condena Lava Jato em Curitiba

Sentença simbólica, lida após sete horas de
debate público, condenou operação por irregularidades e violações
constitucionais cometidas desde 2014
 

por Daniel Giovanaz, do Brasil de Fato 
  
 
publicado
12/08/2017 11h23 
 
Gibran Mendes

Tribunal popular da Lava Jato

A decisão dos jurados foi unânime, e resultou na “condenação popular” das ações da operaçãl

Brasil de Fato – O Tribunal Popular da Lava Jato
condenou nesta sexta-feira as irregularidades e violações
constitucionais cometidas pela operação desde 2014. A sentença, que tem
valor simbólico, foi lida pelo juiz Marcelo Tadeu Lemos, de Alagoas, às
nove e meia da noite, após sete horas de debate público. "Julgo
procedente a acusação e condeno a Lava Jato por todas as ilegalidades
que praticou ao longo de três anos no Brasil", decretou o magistrado.


A decisão dos jurados foi unânime, e resultou na “condenação popular”
das ações do Poder Judiciário, da força-tarefa, da mídia comercial e do
Ministério Público no âmbito da operação Lava Jato.


O evento, organizado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela
Democracia (CAAD), aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
da Construção Civil (Sitracon), em Curitiba. A cidade é a sede da
força-tarefa da Lava Jato, e tornou-se símbolo das arbitrariedades e
violações de direitos por parte do Poder Judiciário no Brasil. A data
também é simbólica: 11 de agosto é o Dia do Advogado e da Advogada.


Juiz sem toga


Presidente do tribunal simulado, Marcelo Tadeu Lemos mencionou, na
abertura do evento, a sindicância que foi aberta em seu estado, Alagoas,
para apurar a participação dele no julgamento simbólico em Curitiba. Em
seguida, listou as regras do Tribunal Popular da Lava Jato e explicou
porque não usaria toga durante o evento.


"A toga tem uma simbologia de neutralidade, e a Lava Jato quebrou o
mito da neutralidade judicial. Ficar sem toga é uma demonstração de que
precisamos olhar com muito cuidado, com muita acuidade para a
neutralidade judicial", declarou.


Um dos advogados criminalistas mais conhecidos do país, Antônio
Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, assumiu a defesa
simbólica da Lava Jato e adotou o sarcasmo como estratégia no Tribunal Popular.
Desde o início do julgamento, questionou a imparcialidade do juiz
Marcelo Tadeu Lemos e chegou a propor a "primeira delação premiada
 espontânea da Lava Jato". A ideia era ironizar os vazamentos, a
seletividade e a relação temerária entre a operação e a mídia comercial.


Quando teve o pedido de delação premiada negado, Kakay mostrou-se
perplexo: "A minha cliente [operação Lava Jato] não está acostumada a
lidar com o contraditório", afirmou, em tom provocativo, e arrancou
risos das quase 200 pessoas presentes no auditório do sindicato.


Como representante da defesa, o advogado criminalista levantou a
hipótese de que os juízes, delegados e procuradores que atuam na Lava
Jato foram “seduzidos” pelo poder midiático, e que isso poderia ser
usado como argumento para absolvê-los. Os jurados admitiram essa
hipótese, mas foram unânimes ao responsabilizar a força-tarefa e o
Judiciário pelas arbitrariedades da operação.


Acusação


Após o sorteio dos oito jurados populares, assumiu a palavra o
ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, responsável pela acusação. A linha argumentativa foi baseada em treze possíveis irregularidades da operação
- que tem afetado, segundo ele, a dinâmica de separação dos três
poderes. "O Ministério Público, reconhecido na Constituinte como um
órgão que pudesse criar contrapeso a uma certa desproporção de poderes
no Judiciário, converteu-se em uma metralhadora giratória, cuspindo
balas para todos os lados, e ninguém a dominar o seu gatilho”, lamentou.
“Ele confunde o princípio da independência funcional com a
irresponsabilidade".


A maior parte das irregularidades citadas por Aragão está relacionada
ao uso indiscriminado de delações premiadas, prisões preventivas e
conduções coercitivas pela operação. O ex-ministro recusou qualquer
comparação entre a Lava Jato e a operação Mãos Limpas, na Itália. Esse
paralelo tem sido usado como forma de legitimar o uso de certos
mecanismos em proporção inédita no Brasil, como a delação premiada. "O
delator quer o conforto. Não é à toa que fala, preserva os seus bens, e
volta ao conforto do lar. Essa é uma utilização completamente dissociada
de sua finalidade histórica. Não dá para comparar esse uso, no universo
brasileiro, com o universo italiano", analisou.


Eugênio Aragão também trouxe à tona o debate sobre a crise econômica e
das instituições no Brasil, propiciada pela Lava Jato e por atores
estrangeiros com interesse em explorar recursos naturais no Brasil. "A
quem isso interessa?", questionou, em referência aos ataques jurídicos e
midiáticos sofridos pela Petrobras, a maior empresa estatal da América
Latina.  Sobre a destruição de grandes empreiteiras privadas, o
ex-ministro foi taxativo: "Uma indústria não é um patrimônio individual,
apenas. É um patrimônio social, porque cria empregos, permite
arrecadação de impostos, acumulação de experiência em tecnologia e
coloca o Brasil no mercado global".


Crítica da mídia


O Tribunal Popular da Lava Jato foi composto por dois júris. Um de
caráter popular e outro, qualificado, formado por dez juristas e um
jornalista - o escritor Fernando Morais, que analisou os problemas na relação entre o Judiciário e a mídia corporativa no Brasil.


“O golpe de Estado [de 2016] e a Lava Jato são irmãos siameses”,
afirmou o jornalista. “A mídia que atuou pelo golpe, defende a Lava Jato
e defende o que eles chamam de reforma, é a mesma que levou Getúlio
[Vargas] ao suicídio em 1954. E é a mesma que apoiou dois golpes contra
Juscelino Kubitschek, não queria deixar João Goulart assumir [a
Presidência da República], e agora está vestida de tucano. Essa mídia
não nos surpreende, e a perseguição ao Lula é simbólica. Ele aparece na
capa das revistas semanais vestido de presidiário, com o rosto
ensanguentado, porque a imprensa está a serviço de quem paga as contas
no fim do mês. O resto é conversa para boi dormir. Liberdade de imprensa
é liberdade de empresa”.


Vera Karam de Chueiri, diretora da Faculdade de Direito da
Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressaltou que a operação, em um
contexto de crise, restringiu o senso crítico no Brasil por admitir a
excepcionalidade, a parcialidade e o arbítrio. “O que a Lava Jato
demonstra é um enfrentamento da crise em que se aniquila o corrupto a
qualquer preço, e de qualquer maneira, mas não aniquila a corrupção.
Isso porque ela assume a excepcionalidade como regra. Ela cortou na
carne e fez sangrar a nossa democracia constitucional”.


Entre os demais membros do júri qualificado, que votaram pela
condenação da Lava Jato, estavam juristas como Beatriz Vargas Ramos,
professora da área de Direito Penal na Universidade de Brasília (UnB),
Marcello Lavenère, um dos advogados que liderou o processo de
impeachment de Fernando Collor, e Claudia Maria Barbosa, professora de
Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do
Paraná. Os integrantes do júri popular também deram parecer favorável à
condenação.


Lavenère, o último jurista a se pronunciar, estendeu os debates para a necessidade contínua de efetivação dos valores democráticos,
para além de uma análise técnica da Lava Jato: “Estamos em meio a uma
luta muito maior. A nossa democracia política, infelizmente, não
assegurou a felicidade ao povo, não foi capaz de resgatar a democracia
social”, disse. “A Lava Jato é uma manobra dedicada a desmontar o que
parecia ser o início de uma construção, débil, com muitos defeitos, de
um país mais justo, igualitário, com mais espírito brasileiro”.


Lava Jato em debate


Essa não foi a primeira vez que juristas se reuniram em Curitiba para
discutir as consequências do avanço da operação Lava Jato. No dia 2
maio, o auditório do Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) ficou lotado
para uma aula pública. Uma semana depois, o debate aconteceu na Praça
Tiradentes, também na região central. O primeiro debate sobre a operação
na periferia da cidade aconteceu em 13 de junho, no loteamento Moradias
23 de Agosto.


As próximas mobilizações devem ser convocadas para a semana do dia 13
de setembro, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
volta ao Paraná para prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro em mais uma
ação penal no âmbito da Lava Jato.


 Leia também:



Gleisi fala sobre capa de Istoé

Gleisi fala sobre capa de Istoé: “Adorei a boina” 





Gleisi fala sobre capa de Istoé: “Adorei a boina”




A icônica foto de Gleisi Hoffmann na capa da
IstoÉ, de boina, ganhará versão em poster com os dizeres "Democracia,
Desenvolvimento, Justiça Social e Fraternidade"; em artigo, a presidente
nacional do PT afirma que "adorou a boina", apesar da "falta de cuidado
no uso da língua, dos plurais, e uma grande quantidade de informações
erradas"


13 de Agosto de 2017 





Blog do Esmael Morais
- A icônica foto de Gleisi Hoffmann na capa da IstoÉ, de boina, ganhará
versão em poster com os dizeres: "Democracia, Desenvolvimento, Justiça
Social e Fraternidade". Em artigo especial, a presidenta nacional afirma
que "adorou a boina", apesar da "falta de cuidado no uso da língua, dos
plurais, e uma grande quantidade de informações erradas".


Em tempo, adorei a boina!


Gleisi Hoffmann


Entre erros de digitação, falta de cuidado no uso da língua, dos
plurais, e uma grande quantidade de informações erradas, a revista "Isto
é" número 2487 conta uma história bastante fantasiosa, com o único
intuito de me atacar.



A verdade é que eu, enquanto pessoa Gleisi Hoffmann recebo a
violência da acusação e pretendo buscar os caminhos cabíveis para
questioná-la. Como presidenta, democraticamente eleita, do PT não me
surpreendi.



A revista usa de uma narrativa fraudulenta para dizer o óbvio:
sim, a "Isto é" e eu estamos em lados políticos opostos. Enquanto apoio a
democracia no Brasil e em toda a América Latina, autoritária é a
revista "Isto é" que apoiou um golpe de Estado no Brasil que prejudica
os trabalhadores e acaba com direitos da população sistematicamente.



A matéria do dia 11, último, tem vários erros de fato; vários de
interpretação e um objetivo claro: sustentar uma ideia de corrupção como
algo inerente a um partido ou a algumas pessoas. O tom adjetivo da
revista não é novo diante da vitalidade que o Partido dos Trabalhadores
mostra em termos políticos, e de todas as pesquisas eleitorais que
indicam que o povo não acredita mais nestas historietas mal construídas.



Dentre as falhas mais visíveis, que evidenciam o pobre
"jornalismo" da publicação, estão o fato de, por exemplo, a senadora não
ter feito campanha ao senado em 2014 (como diz a revista) e sim ao
governo do Estado do Paraná. Uma mínima pesquisa seria suficiente para
evitar este furo de credibilidade. Ademais, NÃO HÁ no mencionado
relatório da PF qualquer fato que ligue Paulo Bernardo à minha campanha
de 2014. Absolutamente nada.



No intuito unicamente de atacar, a revista mistura inquéritos
distintos, conclusões diferentes numa grande sopa de letrinhas. Nem eu,
nem Paulo temos qualquer relação com a empresa "Consist" ou com seus
donos, como fica claro no próprio inquérito mencionado.



Se a matéria é cheia de erros, também é repleta de má fé. Há uma
mistura de informações, por si só falsas, entre as campanhas de 2008,
2010 e 2014. É evidente que o interesse da revista não é informar, não é
questionar ou buscar de mim quaisquer respostas. Sequer fui procurada
pela revista anteriormente. O objetivo é tão somente difamar.



Tal fato fica claro quando se percebe que se retirarmos os
adjetivos, o tamanho do texto cai quase pela metade. Sim, metade do
espaço e do tempo do leitor foi desperdiçado com adjetivos ofensivos e
fotos descontextualizadas. O bom jornalismo da "Isto é", parece ter
ficado num passado distante.



É possível tirar duas lições importantes do evento. A primeira, é
evidenciar, mais uma vez, que a publicação faz mais política do que
jornalismo. A segunda, é a demonstração de que a revista se encontra
politicamente em oposição à democracia no Brasil e na América Latina; em
oposição às lutas populares e, por isso, em oposição à minha postura
histórica. É preciso dizer ao povo que não há vergonha alguma em
levantar bandeiras e usar cores que signifiquem um objetivo ético de
luta. Isto, caso a revista não saiba, chama-se democracia.

domingo, 6 de agosto de 2017

Operação Abafa

Operação Abafa - 06/08/2017 - Bernardo Mello Franco - Colunistas - Folha de S.Paulo




BRASÍLIA - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal
Federal, resumiu a ópera em uma frase: "A Operação Abafa é uma realidade
visível e ostensiva no Brasil de hoje".





"Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem
ficar honestos nem daqui para a frente", prosseguiu o ministro. "Depois
da ação penal 470 [do mensalão] e de três anos de Operação Lava Jato,
continuam com o mesmo modus operandi de achaque", acrescentou.





Barroso não citou nomes, e nem precisava. Ele expôs o jogo na quinta-feira, horas depois de a Câmara negar autorização ao Supremo para processar Michel Temer.





A blindagem do presidente acusado de corrupção foi a vitória mais
visível e ostensiva da Operação Abafa. Ela entrou em campo em 2014,
quando a Lava Jato começou a cercar empresários, operadores e políticos
de todos os grandes partidos.





A guerra teve altos e baixos, mas a investigação ganhou a maioria das
batalhas travadas até aqui. Conseguiu resistir às ofensivas do PT, que
fritou um ministro acusado de não "controlar" a Polícia Federal. Depois
enquadrou personagens que tentaram sufocá-la, como o peemedebista
Eduardo Cunha.





O desejo de parar a Lava Jato une o sistema ameaçado pela operação. No
ano passado, ele investiu no impeachment de Dilma Rousseff como solução
para "estancar a sangria", nas palavras de Romero Jucá. Agora a aposta é
na permanência de Temer, e a desculpa para salvá-lo é o discurso da
estabilidade econômica.





Na quinta-feira, o ministro Barroso alertou que a Operação Abafa não se
restringe à ação coordenada dos políticos. "Essas pessoas têm aliados
importantes em toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e
nos lugares onde a gente menos imagina", disse.





Alguns deles estão no próprio Supremo, e ainda não desistiram de anular
provas e depoimentos que comprometem seus amigos do outro lado da praça
dos Três Poderes.

Indignados reagem cedo contra os bilhões empenhados por Temer

Indignados reagem cedo contra os bilhões empenhados por Temer para compra de votos - 06/08/2017 - Janio de Freitas - Colunistas - Folha de S.Paulo



Janio e Barroso se referem ao Gilmar?

Quem pode estar nos lugares onde a gente menos imagina?



















BrasilBuraco.jpeg

O Conversa Afiada reproduz trecho de magnífico artigo de Janio de Freitas ("Mais bilhões") na Fel-lha
e ousa propôr uma saída para enigma que se esconde (mal) em corajosa
declaração do Ministro Barroso: será que os dois - Barroso e Janio - se
referem ao Ministro Gilmar Mendes, alvo de pedido de impeachment que o Supremo breve julgará?

Indignados reagem cedo contra os bilhões empenhados por Temer para compra de votos













Reagem muito cedo os indignados com os R$ 4,1 bilhões do Tesouro Nacional empenhados pelo denunciado Michel Temer para compra de votos na Câmara contra o seu afastamento.





Deputados esfregam as mãos e abrem os bolsos: o que a Câmara derrubou
foi só o primeiro dos processos criminais contra o denunciado Temer
previstos pelo procurador-geral Rodrigo Janot. A pirataria no Tesouro
não está completada, portanto. Os deputados devem votar outra vez. E
segundos votos queimativos na opinião do eleitorado, a caminho de ano
eleitoral, não dispensam o aumento de preço.





Os R$ 4,1 bilhões deram gorda contribuição ao rombo, estimado em R$ 10 bilhões, nas previsões de Henrique Meirelles.
Tiveram, assim, presença pesada nas causas do aumento de impostos nos
combustíveis. Logo, o assalto para a vitória de Temer foi duplo, ao
Tesouro e aos que o desejam fora do governo. O que virá da compra de
mais votos e, depois, da necessidade de cobrir novo rombo, aí, sim, dará
a escala da indignação merecida. Esta seria uma questão para
discutir-se agora, em tempo de impedir o assalto enquanto Janot recheia a
nova denúncia, diz ele, "sem ter pressa". Depois, será apenas pagar em
dinheiro, em custo de vida, em desemprego.





A par de uma espera estratégica, a atividade de Janot foi um tanto deslocada do denunciado Temer, por força da recondução de Aécio Neves ao Senado
pelo ministro Marco Aurélio. Daí resultou que Janot veio a ser, à
revelia e talvez sem saber até agora, o solucionador do impasse no PSDB,
que os próprios peessedebistas não conseguiam dissolver. Aécio Neves
articulara para a última sexta-feira o seu retorno à presidência do
partido, com o objetivo de mantê-lo atrelado ao denunciado Temer. Janot,
no entanto, reiterou a Marco Aurélio inesperado e irritado pedido de
prisão de Aécio.





A articulação não resistiu ao vexame moral e aos riscos de repor na
presidência do partido alguém ameaçado de suspensão do mandato e até de
cadeia. No racha do PSDB, Janot fez a vitória de Tasso Jereissati. Mas
Aécio Neves tem muito futuro. De problemas.





As más relações entre o denunciado Temer e escrúpulos já puderam ser
vistas –pelos que se dispuseram a vê-las– na conspiração para o
impeachment de Dilma Rousseff. Agora são de conhecimento geral. Não
surpreenderá ninguém que apareçam, em breve, indícios de que passou do
Congresso à Presidência a discussão de ações para salvar certos
implicados em inquéritos. Um acréscimo ao que levou o ministro Luis
Roberto Barroso a dizer, há pouco, que "a operação abafa é uma realidade
visível e ostensiva".





Sobre esses que "não querem ser punidos" e "os que continuam com o
mesmos 'modus operandi' de achaque", a observação de Barroso inclui uma
pedra rara: "Essas pessoas têm aliados importantes em toda parte, nos
altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente
menos imagina". Por suas implicações óbvias, esse é um tipo raro de
citação à imprensa por alguém da hierarquia institucional e não movido
por ressentimento. Raro, mas fundado. Necessário, mas raro.





E, quando ocorre, admirável.





BRASILEIRINHAS





– A falência da Varig consumou-se devido à recusa de atenção do governo
Lula, empenhado em favorecer a TAM, à época com seus velhos e arrendados
Fokker de tantos desastres. A Varig venceu agora no Supremo, ao fim de
duas décadas, sua queixa por prejuízos decorrentes de planos "de
ajuste", sobretudo o Cruzado. É uma decisão de Justiça. Deixará de
sê-lo, porém, se as compensações financeiras não forem destinadas a
pagamento das indenizações ao corpo de funcionários e ao fundo de
aposentadoria Aerus.





– Caso faltem providências contra o corte nos recursos do CNPq para 100
mil bolsas de estudo e pesquisa científica, não se tratará de uma
contenção de gasto imposta pelo plano "de ajuste" Meirelles/Temer, o
denunciado. Será um crime contra o país.



sábado, 5 de agosto de 2017

Mauro Santayana

Mauro Santayana: GOERING FICARIA ORGULHOSO: CONTINUAM OS VIOLENTOS ATAQUES DA EMPIRICUS A LULA NOS MEIOS "EMPRESARIAIS".



GOERING FICARIA ORGULHOSO: CONTINUAM OS VIOLENTOS ATAQUES DA EMPIRICUS A LULA NOS MEIOS "EMPRESARIAIS".


Um
dos fenômenos mais impactantes do processo histórico vivido pelo país
neste momento, é a extensão, profundidade e complexidade alcançadas pelo
amplo esquema de contrainformação fascista montado nos últimos anos.


Voltado
para atingir não apenas o público geral, mas também segmentos
específicos da opinião pública, como a juventude, as igrejas (católicas e
evangélicas) os ruralistas e os empresários urbanos, ele tem operado,
desde 2013, praticamente sem contestação.


Na
ausência de planejamento tático, estratégia, determinação ou
articulação, a esquerda, que poderia servir de alternativa a esse
discurso, reage, junto com o campo nacionalista e democrático, de uma
forma tão lamentável e errática, que as derrotas vão se sucedendo, umas
sobre as outras, com grande rapidez e facilidade, como ocorreu com o
golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016.


Não há no Brasil uma frente pela democracia. 


Não
existe, no país, um comitê estratégico de comunicação, que pudesse, ao
menos em parte, suprir a ausência dessa frente, ou transformar-se no seu
braço mais atuante, em defesa da Verdade, da Liberdade, do Estado de
Direito e da Constituição.


Nem
uma coordenação jurídica nacionalista e desenvolvimentista, que possa
restabelecer minimamente a justiça e fazer frente  ao verdadeiro tsunami
de calúnias produzido de forma mendaz pelo sistema de manipulação
entreguista e fascista, em seus moinhos, ininterruptamente ligados, de
ódio, mentira e hipocrisia.


E
nem sequer grupos de monitoramento dignos desse nome, para ao menos
mapear o que está ocorrendo nesse contexto, na internet e nos meios
tradicionais de comunicação.


A
cada 24 horas, no âmbito econômico e no institucional,  da desculpa da
busca de austeridade - agora ridicularizada pelos mais de 3 bilhões em
emendas parlamentares aprovados pelo governo - que disfarça e justifica a
entrega da nação aos estrangeiros, à suposta defesa da honestidade que
justifica, por meio do discurso de combate à corrupção, a destruição do
Brasil, de programas e projetos, no valor de centenas de bilhões de
reais, são gerados, livre e maciçamente - na mídia, nos organismos de
controle, justiça e segurança da República, nos intestinos de uma
plutoburocracia sem nenhuma visão geopolítica ou um mínimo de
sensibilidade estratégica para com a dimensão e a história do país que
está odiosa e irresponsavelmente arrebentando - centenas de ataques
(milhares, se somarmos as redes sociais) ao Estado, à Democracia e à
Política.

Às
principais  empresas nacionais e aos nossos bancos públicos - que
poderiam nos servir de instrumento para enfrentar a crise em que nos
meteram a propaganda, a conspiração e a sabotagem golpista desde a época
da Copa do Mundo - distorcendo descaradamente a verdade, invertendo a
realidade dos fatos, criando mitos tão mendazes quanto absurdos.


Disseminam-se,
como sementes de ódio que brotam assim que atingem o solo - e
tivéssemos sido tomados por um cego, orgásmico e orgiático viralatismo -
falsos paradigmas que estão chegando - pela constante repetição, no
incansável "pós venda" da "pós-verdade" - a milhões de brasileiros, nos
mais diferentes nichos da sociedade e regiões do país, cumprindo sua
missão de enfraquecer e destruir o Estado, desnacionalizar a economia e
nossos principais  instrumentos de desenvolvimento, e de ajudar a
entregar, quem sabe definitivamente, o país ao fascismo, com embrulho de
presente e tudo, nas próximas eleições.


Para
fazer isso, a  aliança entre direita "light", o anticomunismo tosco e
anacrônico e o entreguismo mais abjeto, que encontraram no território
brasileiro, nos últimos anos, um campo fértil, adubado com o preconceito
e a ignorância, não utilizam apenas a mídia de massa - a ponta mais
visível do iceberg que está afundando o país.

Mas
também os mais insidiosos métodos ew instrumentos, desenvolvendo
estratégias específicas para cada tipo de público, por meio de
instituições ligadas a interesses estrangeiros, vide as ligações entre o
MBL e os irmãos Koch, por exemplo.



palestras e cursos de formação de "liderança" promovidos e financiados
por consulados e embaixadas estrangeiras, de países que nos espionaram
ainda nesta década.



"seminários" organizados por institutos e fundações de "defesa" da
"justiça" e da "democracia", que não apenas levam nossos jovens para
 outros países, facilitando por meio de "bolsas" suas viagens e estudos,
como depois também promovem e premiam, com plaquinhas, diplomas,
medalhas, espelhinhos, festinhas, diplomas e miçangas e palestras
remuneradas, sua fiel, abjeta e prestimosa "cooperação", quando alcançam
algum poder em suas carreiras.



centenas de sites  sofisticados, sem fontes de financiamento claras, e
também empresas de "consultoria" e  "research" que, a pretexto de
prestar  informações ao mercado e a investidores, fazem o mais descarado
proselitismo político e antinacional.


Isso,
sem serem incomodadas  ou impedidas, na maioria das vezes,  nem pelas
autoridades, nem por quem está sendo por elas impiedosa e constantemente
caluniado.


Usando,
para pescar otários no oceano dos brasileiros comuns, maciças - e
caríssimas - campanhas de mídia dirigida, que, por sua extensão e
capilaridade, devem envolver, principalmente na internet, milhões de
reais.


Ora,
todo mundo com um mínimo de conhecimento histórico sabe que, desde o
início dos tempos, a mentira e o medo são as duas principais muletas do
fascismo.


Que
as utiliza para percorrer a trilha, pavimentada pela desinformação e a
ignorância,  que costuma conduzí-lo ao poder, aonde finalmente calçará,
sem abandoná-las como apoio para equilibrar-se, as pesadas botas do
terror e do autoritarismo.


Quando na oposição, a falsidade e o preconceito servem ao fascismo para incentivar o golpismo.


Quando na situação, para impedir que ascendam novamente ao poder forças que possam se opor a ele.


Em
fevereiro de 2015, denunciamos, em um texto para o qual recomendaríamos
novamente a leitura, publicado na "Revista do Brasil", com o título de "O "FIM" DO BRASIL",
a realização, na linha do "tenho medo", lembram-se? - de uma ampla
campanha de mídia, dirigida principalmente para os meios empresariais,
disfarçada como a venda de relatório de conjuntura, que afirmava -
dentro da estratégia de  disseminação e justificação do golpismo - que o
Brasil iria "quebrar" naquele ano.


Por
trás dela, estava uma empresa de "consultoria" cuja principal missão
tem sido, nos últimos anos, a de explorar e apoiar abertamente o
anticomunismo e o antipetismo no Brasil, adotando o sensacionalismo mais
vulgar e o mais descarado terrorismo econômico, mesma estratégia que
adota  em outros "mercados", como Portugal, por exemplo.


Não
apenas negando as eventuais conquistas que o país obteve na última
década, mas, principalmente, assustando um público ignorante em
economia, suscetível e contaminado ideologicamente pelo discurso
conservador, privatista, entreguista e antibrasileiro vigente.


Ameaçando-os
com a perspectiva da volta ao poder de um governo nacionalista, capaz
de recolocar o país, por meio de um programa desenvolvimentista, em uma
situação minimamente soberana e digna diante do mundo.


Agora,
com a mesma estratégia, já denunciada, entre  outros, por Fernando
Brito, Tereza Cruvinel e Denise Assis - a de apresentar um discurso
escarradamente político, em sua forma e consequências, como peça de
propaganda de uma pseudo "análise exclusiva" - essa mesma empresa, a
EMPIRICUS - sócia do site Antagonista e já processada pela CVM e o MP de
São Paulo - está promovendo outra campanha milionária, que, no lugar de
"O FIM DO BRASIL" traz como apelo o alerta "A AMEAÇA QUE PODE ARRUINAR
COM O PATRIMÔNIO DE SUA FAMÍLIA".


Usando
como principal gancho o retorno de Lula - que tirou o Brasil da
decima-terceira economia do mundo e levou para sexta, hoje, ainda, nona
posição, pagou a dívida com o FMI, triplicou o PIB, e multiplicou por
10, para 340 bilhões de dólares, as reservas internacionais - à
Presidência da República e defendendo, em outra peça de propaganda, a
condenação definitiva do ex-presidente como um fator de melhora da
situação para os investidores.


Em homenagem a Goering (Goebbels era mais sofisticado) vale a pena ler, na íntegra, o fac-símile dessa pilantragem:







Agora, resta saber o que o PT poderia fazer a respeito disso.

O leitor escolha, nas alternativas abaixo, como nas provas do Ministério Público:

a)
Chamar alguns economistas sérios e incentivar a montagem de uma
consultoria para concorrer - ao menos institucionalmente - com a
Empiricus, que possa finalmente explicar aos investidores - e a parte da
opinião pública - o que realmente ocorreu com a economia  brasileira
desde 2002.

b)
Mandar alguém fazer um estudo criterioso dos "relatórios" da EMPIRICUS
nos últimos anos e mostrar que, entre os alegados 1.6 milhão de
"leitores" que a seguem, muita gente jogou dinheiro fora - como no caso
das ações da Petrobras - ao se deixar contaminar ideologicamente e indo
atrás da conversa fiada deles.   

c)
Processar - como já fez no passado - essa pseudo consultoria junto ao
TSE por propaganda (ou contra informação) eleitoral antecipada.

d) Não fazer absolutamente nada, porque trata-se  de um caso típico de liberdade de expressão, ou porque "isso não vem ao caso", como diz certo  juiz "imparcial" de Curitiba.

Mauro Santayana

Mauro Santayana: GOERING FICARIA ORGULHOSO: CONTINUAM OS VIOLENTOS ATAQUES DA EMPIRICUS A LULA NOS MEIOS "EMPRESARIAIS".



GOERING FICARIA ORGULHOSO: CONTINUAM OS VIOLENTOS ATAQUES DA EMPIRICUS A LULA NOS MEIOS "EMPRESARIAIS".


Um
dos fenômenos mais impactantes do processo histórico vivido pelo país
neste momento, é a extensão, profundidade e complexidade alcançadas pelo
amplo esquema de contrainformação fascista montado nos últimos anos.


Voltado
para atingir não apenas o público geral, mas também segmentos
específicos da opinião pública, como a juventude, as igrejas (católicas e
evangélicas) os ruralistas e os empresários urbanos, ele tem operado,
desde 2013, praticamente sem contestação.


Na
ausência de planejamento tático, estratégia, determinação ou
articulação, a esquerda, que poderia servir de alternativa a esse
discurso, reage, junto com o campo nacionalista e democrático, de uma
forma tão lamentável e errática, que as derrotas vão se sucedendo, umas
sobre as outras, com grande rapidez e facilidade, como ocorreu com o
golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016.


Não há no Brasil uma frente pela democracia. 


Não
existe, no país, um comitê estratégico de comunicação, que pudesse, ao
menos em parte, suprir a ausência dessa frente, ou transformar-se no seu
braço mais atuante, em defesa da Verdade, da Liberdade, do Estado de
Direito e da Constituição.


Nem
uma coordenação jurídica nacionalista e desenvolvimentista, que possa
restabelecer minimamente a justiça e fazer frente  ao verdadeiro tsunami
de calúnias produzido de forma mendaz pelo sistema de manipulação
entreguista e fascista, em seus moinhos, ininterruptamente ligados, de
ódio, mentira e hipocrisia.


E
nem sequer grupos de monitoramento dignos desse nome, para ao menos
mapear o que está ocorrendo nesse contexto, na internet e nos meios
tradicionais de comunicação.


A
cada 24 horas, no âmbito econômico e no institucional,  da desculpa da
busca de austeridade - agora ridicularizada pelos mais de 3 bilhões em
emendas parlamentares aprovados pelo governo - que disfarça e justifica a
entrega da nação aos estrangeiros, à suposta defesa da honestidade que
justifica, por meio do discurso de combate à corrupção, a destruição do
Brasil, de programas e projetos, no valor de centenas de bilhões de
reais, são gerados, livre e maciçamente - na mídia, nos organismos de
controle, justiça e segurança da República, nos intestinos de uma
plutoburocracia sem nenhuma visão geopolítica ou um mínimo de
sensibilidade estratégica para com a dimensão e a história do país que
está odiosa e irresponsavelmente arrebentando - centenas de ataques
(milhares, se somarmos as redes sociais) ao Estado, à Democracia e à
Política.

Às
principais  empresas nacionais e aos nossos bancos públicos - que
poderiam nos servir de instrumento para enfrentar a crise em que nos
meteram a propaganda, a conspiração e a sabotagem golpista desde a época
da Copa do Mundo - distorcendo descaradamente a verdade, invertendo a
realidade dos fatos, criando mitos tão mendazes quanto absurdos.


Disseminam-se,
como sementes de ódio que brotam assim que atingem o solo - e
tivéssemos sido tomados por um cego, orgásmico e orgiático viralatismo -
falsos paradigmas que estão chegando - pela constante repetição, no
incansável "pós venda" da "pós-verdade" - a milhões de brasileiros, nos
mais diferentes nichos da sociedade e regiões do país, cumprindo sua
missão de enfraquecer e destruir o Estado, desnacionalizar a economia e
nossos principais  instrumentos de desenvolvimento, e de ajudar a
entregar, quem sabe definitivamente, o país ao fascismo, com embrulho de
presente e tudo, nas próximas eleições.


Para
fazer isso, a  aliança entre direita "light", o anticomunismo tosco e
anacrônico e o entreguismo mais abjeto, que encontraram no território
brasileiro, nos últimos anos, um campo fértil, adubado com o preconceito
e a ignorância, não utilizam apenas a mídia de massa - a ponta mais
visível do iceberg que está afundando o país.

Mas
também os mais insidiosos métodos ew instrumentos, desenvolvendo
estratégias específicas para cada tipo de público, por meio de
instituições ligadas a interesses estrangeiros, vide as ligações entre o
MBL e os irmãos Koch, por exemplo.



palestras e cursos de formação de "liderança" promovidos e financiados
por consulados e embaixadas estrangeiras, de países que nos espionaram
ainda nesta década.



"seminários" organizados por institutos e fundações de "defesa" da
"justiça" e da "democracia", que não apenas levam nossos jovens para
 outros países, facilitando por meio de "bolsas" suas viagens e estudos,
como depois também promovem e premiam, com plaquinhas, diplomas,
medalhas, espelhinhos, festinhas, diplomas e miçangas e palestras
remuneradas, sua fiel, abjeta e prestimosa "cooperação", quando alcançam
algum poder em suas carreiras.



centenas de sites  sofisticados, sem fontes de financiamento claras, e
também empresas de "consultoria" e  "research" que, a pretexto de
prestar  informações ao mercado e a investidores, fazem o mais descarado
proselitismo político e antinacional.


Isso,
sem serem incomodadas  ou impedidas, na maioria das vezes,  nem pelas
autoridades, nem por quem está sendo por elas impiedosa e constantemente
caluniado.


Usando,
para pescar otários no oceano dos brasileiros comuns, maciças - e
caríssimas - campanhas de mídia dirigida, que, por sua extensão e
capilaridade, devem envolver, principalmente na internet, milhões de
reais.


Ora,
todo mundo com um mínimo de conhecimento histórico sabe que, desde o
início dos tempos, a mentira e o medo são as duas principais muletas do
fascismo.


Que
as utiliza para percorrer a trilha, pavimentada pela desinformação e a
ignorância,  que costuma conduzí-lo ao poder, aonde finalmente calçará,
sem abandoná-las como apoio para equilibrar-se, as pesadas botas do
terror e do autoritarismo.


Quando na oposição, a falsidade e o preconceito servem ao fascismo para incentivar o golpismo.


Quando na situação, para impedir que ascendam novamente ao poder forças que possam se opor a ele.


Em
fevereiro de 2015, denunciamos, em um texto para o qual recomendaríamos
novamente a leitura, publicado na "Revista do Brasil", com o título de "O "FIM" DO BRASIL",
a realização, na linha do "tenho medo", lembram-se? - de uma ampla
campanha de mídia, dirigida principalmente para os meios empresariais,
disfarçada como a venda de relatório de conjuntura, que afirmava -
dentro da estratégia de  disseminação e justificação do golpismo - que o
Brasil iria "quebrar" naquele ano.


Por
trás dela, estava uma empresa de "consultoria" cuja principal missão
tem sido, nos últimos anos, a de explorar e apoiar abertamente o
anticomunismo e o antipetismo no Brasil, adotando o sensacionalismo mais
vulgar e o mais descarado terrorismo econômico, mesma estratégia que
adota  em outros "mercados", como Portugal, por exemplo.


Não
apenas negando as eventuais conquistas que o país obteve na última
década, mas, principalmente, assustando um público ignorante em
economia, suscetível e contaminado ideologicamente pelo discurso
conservador, privatista, entreguista e antibrasileiro vigente.


Ameaçando-os
com a perspectiva da volta ao poder de um governo nacionalista, capaz
de recolocar o país, por meio de um programa desenvolvimentista, em uma
situação minimamente soberana e digna diante do mundo.


Agora,
com a mesma estratégia, já denunciada, entre  outros, por Fernando
Brito, Tereza Cruvinel e Denise Assis - a de apresentar um discurso
escarradamente político, em sua forma e consequências, como peça de
propaganda de uma pseudo "análise exclusiva" - essa mesma empresa, a
EMPIRICUS - sócia do site Antagonista e já processada pela CVM e o MP de
São Paulo - está promovendo outra campanha milionária, que, no lugar de
"O FIM DO BRASIL" traz como apelo o alerta "A AMEAÇA QUE PODE ARRUINAR
COM O PATRIMÔNIO DE SUA FAMÍLIA".


Usando
como principal gancho o retorno de Lula - que tirou o Brasil da
decima-terceira economia do mundo e levou para sexta, hoje, ainda, nona
posição, pagou a dívida com o FMI, triplicou o PIB, e multiplicou por
10, para 340 bilhões de dólares, as reservas internacionais - à
Presidência da República e defendendo, em outra peça de propaganda, a
condenação definitiva do ex-presidente como um fator de melhora da
situação para os investidores.


Em homenagem a Goering (Goebbels era mais sofisticado) vale a pena ler, na íntegra, o fac-símile dessa pilantragem:







Agora, resta saber o que o PT poderia fazer a respeito disso.

O leitor escolha, nas alternativas abaixo, como nas provas do Ministério Público:

a)
Chamar alguns economistas sérios e incentivar a montagem de uma
consultoria para concorrer - ao menos institucionalmente - com a
Empiricus, que possa finalmente explicar aos investidores - e a parte da
opinião pública - o que realmente ocorreu com a economia  brasileira
desde 2002.

b)
Mandar alguém fazer um estudo criterioso dos "relatórios" da EMPIRICUS
nos últimos anos e mostrar que, entre os alegados 1.6 milhão de
"leitores" que a seguem, muita gente jogou dinheiro fora - como no caso
das ações da Petrobras - ao se deixar contaminar ideologicamente e indo
atrás da conversa fiada deles.   

c)
Processar - como já fez no passado - essa pseudo consultoria junto ao
TSE por propaganda (ou contra informação) eleitoral antecipada.

d) Não fazer absolutamente nada, porque trata-se  de um caso típico de liberdade de expressão, ou porque "isso não vem ao caso", como diz certo  juiz "imparcial" de Curitiba.