sábado, 7 de abril de 2012

Ligando os pontos até a grande reportagem de Veja | Brasilianas.Org

Ligando os pontos até a grande reportagem de Veja | Brasilianas.Org

O círculo se fecha! Jairo vazou a Satiagraha, obtida por Idalberto, para a Veja - a mando de Cachoeira - e inventou o episódio do "grampo sem aúdio" de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.

Através da Op. Monte Carlo fica provado que Idalberto Matias de Araújo, terceiro-sargento da Aeronáutica, e Jairo Martins de Souza, terceiro-sargento da Polícia Militar no Distrito Federal são funcionários de Carlos Cacheira. Então, vamos ler as seguintes notícias disponíveis na internet sabendo dessa informação.

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Por Daniel Roncaglia, do Consultor Jurídico [12 de janeiro de 2009]

“Amparado no inquérito e nos argumentos do delegado Ferreira, o juiz Ali Mazloum decretou buscas nas casas de Melo e Braun, ambos residentes no Setor de Mansões Park Way, em Brasília. Também foram alvos da inspeção Idalberto Matias de Araújo, terceiro-sargento da Aeronáutica, Jairo Martins de Souza, terceiro-sargento da Polícia Militar no Distrito Federal e Walter Guerra Silva, escrivão da PF.
>Graças a esse pedido, a PF também fez busca e apreensão no apartamento do delegado Protógenes Queiroz, alugado em Brasília, no quarto de hotel que costuma ocupar em São Paulo e no apartamento de seu filho, no Rio. Os policiais levaram um notebook, o telefone celular, um pen drive e um rádio usados pelo delegado.”

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Consultor Jurídico, 26 de março de 2009

“O terceiro sargento da PM do Distrito Federal, Jairo Martins de Souza, negou aos integrantes da CPI dos Grampos que tenha participado do vazamento de gravações telefônicas da Operação Satiagraha e da conversa, publicada pela revista Veja, entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O policial disse não ter ideia do porquê da suspeita sobre ele, mas disse que é provável que seja apenas uma forma de se encontrar um culpado para o vazamento das informações.

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), porém, afirmou que é possível identificar os mesmos personagens e modos de atuação em duas outras ações investigadas pela Câmara nos últimos três anos: o processo de cassação do então deputado André Luiz (sem partido-RJ) e a CPI dos Correios.

Fruet afirma que foi Jairo Martins de Souza quem fez as gravações que incriminaram o ex-deputado André Luiz, acusado de tentar extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. O objetivo, segundo o parlamentar, era livrá-lo de indiciamento pela CPI da Loterj, feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O policial admitiu, durante o depoimento, que montou a maleta com que foi feita a gravação do pagamento de suborno ao servidor público Maurício Marinho, fato que deu origem à CPMI dos Correios.

Recrutamento

Martins de Souza entrou na PM em 1989. Em 1993, foi convocado para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), onde ficou nove anos. Ele disse que nunca trabalhou com escutas, sendo especialista em recrutamento. Depois dos episódios das escutas, o policial ressaltou que sua vida foi muito prejudicada e que sofreu ameaças. Por isso, afirmou: “Jamais me envolveria outra vez nesse tipo de operação”.

O policial reconheceu que é muito amigo do sargento Idalberto e que conheceu o ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio Nascimento e o agente Jerônimo Jorge da Silva Araújo durante seu período na Abin.

Ele também afirmou à CPI que é amigo de jornalistas, entre eles Policarpo Júnior, autor das reportagens sobre a Assembléia carioca, a corrupção nos Correios e o grampo no STF, todas para a revista Veja. Ele atribui suas boas relações com a imprensa ao fato de também ser jornalista de formação. Com informações da Agência Câmara.”

Foto: O deputado Nelson Pellegrino e o presidente da CPI, Marcelo Itagiba, interrogam o sargento Jairo Martins.



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Sargento Dadá, que era o braço direito de Carlos Cachoeira e está preso, também atuou diretamente na operação mais polêmica da PF; deve ter gostado tanto do trabalho que resolveu registrar um negócio chamado Satiagraha; por Claudio Julio Tognolli

25 de Março de 2012 às 16:50



Claudio Julio Tognolli _247 - A página 459 da denúncia oferecida contra Carlos Cachoeira, pelo Ministério Público Federal de Goiás, na Operação Monte Carlo, é um dissuasivo nuclear que está tirando o sono de muita gente. Nela está degravada uma escuta telefônica em que Idalberto Matias de Araújo, o sargento Dadá, (braço direito de Cachoeira, preso da Monte Carlo, e agente recrutado por Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha) confessa a interlocutores que está criando, com amigos, uma empresa de segurança privada chamada “Satiagraha” – justamente o nome da operação que imortalizou Protógenes por ter prendido, temporariamente, o banqueiro Daniel Dantas.

A gravação foi feita a partir das 13h29 minutos, pela PF, no dia 4 de abril de 2011. Durou dez minutos e treze segundos. Na conversa, há trechos como “o negócio de Minas Gerais ainda não fechou. Evaldo tá criando a empresa Satiagraha”. Fala-se na criação de uma Home Page para a empresa Satiagraha e na presença, na futura empresa, de pessoal treinado em Israel, EUA, Iraque, e Afeganistão – ou seja, ex-militares dos EUA. Os cursos para os demais membros a serem dados no Rio de Janeiro, com intuito de “vender segurança para a América do Sul”.

Para você entender a kriptonita que esse trecho representa aos heróis das esquerdas, como Protógenes Queiroz, há que lembrar o seguinte: ao pedir a CPI da Monte Carlo, Protógenes vai sacrificar dois de seus ex-empregados-arapongas. Ambos foram pegos pela PF na Operação Monte Carlo, por cuja CPI Protógenes ora luta.

Um deles é policial Jairo Martins de Souza. Foi ele quem gravou a fita que detonou, em 2005, o escândalo do Mensalão. Trata-se da cena em que um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil. A fita foi entregue ao jornalista Policarpo Júnior, que é amigo de Jairo Martins, e hoje, além de dirigir a sucursal da revista Veja em Brasília, é redator-chefe da publicação.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Jairo Martins era um “empregado” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Recebia R$ 5 mil mensais e tinha a função de cooptar policiais e também levantar informações que pudessem prejudicar os negócios do grupo.

Em 2005, na crise do Mensalão, Jairo Martins depôs no Congresso, e disse que gravou a fita com Maurício Marinho por “patriotismo”. Não se sabe, ainda, se Cachoeira estaria por trás da denúncia.

Se aprovada, a CPI da Operação Monte Carlo, como quer Protógenes, vai ter como um de seus alvos o segundo ex-braço direito do deputado Protógenes na Satiagraha: o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. Saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica, justamente para cumprir a missão presidencial da Satiagraha, Dadá foi preso pela PF na Operação Monte Carlo. Na Satiagraha, foi Dadá quem aproximou Protógenes da Abin. E foi justamente essa participação dos arapongas que acabou por invalidar a operação no STJ – o que o Ministério Público agora tenta reverter. Obviamente, é o mesmo Dadá que quis criar com arapongas de todo o mundo, para Carlinhos Cachoeira, a empresa de segurança privada de nome Satiagraha.

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EX-BRAÇO DIREITO DO DELEGADO, QUE ESTÁ PRESO POR SUAS LIGAÇÕES COM CARLINHOS CACHOEIRA, AMEAÇA CONTAR TUDO SOBRE A OPERAÇÃO SATIAGRAHA SE O DEPUTADO INSISTIR COM O PEDIDO DE ABERTURA DE CPI; QUAIS SERÃO OS MISTÉRIOS?

247 – Idalberto Matias de Araújo, o sargento Dadá, guarda muitos segredos. Preso na Papuda, em Brasília, ele contou a policiais do Distrito Federal que revelará ao Brasil os segredos da Operação Satiagraha, caso o delegado e deputado Protógenes Queiroz (PC do B/DF) insista em abrir uma CPI para investigar as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Antes dele, o próprio Cachoeira fez a mesma ameaça ao delegado. A informação foi publicada nesta segunda-feira na coluna do jornalista Claudio Humberto, que é distribuída a vários jornais.

Dadá teve participação decisiva na Operação Satiagraha. Foi ele quem entregou detalhes da investigação conduzida por Protógenes à jornalista Andrea Michael, que trabalhava na Folha de S. Paulo. Michael foi orientada por Dadá a produzir uma reportagem informando que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e alguns de seus parentes seriam presos. Ou seja: avisou publicamente que uma operação sigilosa vinha sendo conduzida pela equipe de Protógenes.

A partir desta reportagem, Protógenes obteve do juiz Fausto de Sanctis e do promotor Rodrigo de Grandis autorização para montar uma ação controlada. A equipe do delegado se sujeitaria a uma oferta de suborno para produzir um flagrante que levasse os alvos da operação à prisão. Nesta ação controlada, Protógenes recorreu a um amigo de muitos anos, chamado Hugo Chicaroni, com quem já havia trabalhado em outras operações. Este foi filmado num restaurante chamado El Tranvia, em São Paulo, oferecendo suborno a um assistente de Protógenes, chamado Victor Hugo, para que a operação fosse suspensa. A partir desta imagem, captada por cinegrafistas da Rede Globo, e não da Polícia Federal, foi possível deflagrar a operação.

Sumiço do dinheiro

Na Satiagraha, considerada a operação mais polêmica já realizada pela Polícia Federal, o dinheiro apreendido na casa de Chicaroni não foi periciado. Sumiu antes que se pudesse descobrir sua procedência. A ação acabou invalidada pelo Superior Tribunal de Justiça, em função da participação informal de agentes da Agência Brasileira de Inteligência – hoje, o MP tenta reabrir o caso, que será julgado no STF.

Além de Dadá, outro funcionário de Carlos Cachoeira também participou da Satiagraha. Foi o araponga Jairo Martins, fonte contumaz da revista Veja, que também está preso.

Se Dadá tem segredos a revelar, e Protógenes não tem nada a esconder sobre a ação policial que lhe deu fama e um mandato parlamentar, o ideal é que a CPI seja rapidamente instalada e Dadá o primeiro a depor

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